Covabra

Secretaria de Saúde abre sindicância para investigar morte de paciente

 20/1/2012

A Secretaria Municipal de Saúde já abriu sindicância para apurar um fato ocorrido na Unidade de Saúde da Família do bairro Triângulo por volta das 11h40 da manha de quarta-feira (17).

De acordo com o neto da vítima, Vanildo Soares Teixeira, 58 anos, que faleceu, quase que em frente à Unidade de Saúde, este teria procurado a Unidade do Triângulo para medir a pressão arterial, pois tinha problemas de pressão, era cardíaco e não estava se sentindo bem.

Segundo o menino, de dez anos de idade, uma funcionária do local não teria feito a medição, devido ao mesmo não estar portando o cartão SUS. Teria ocorrido um rápido bate boca entre as partes. Vanildo teria deixado a unidade bastante nervoso e sem medir a pressão, vindo a cair na calçada, praticamente em frente ao local.

Uma viatura da Central de Ambulância socorreu Vanildo Soares Teixeira ao Pronto Socorro, mas ele veio a óbito momentos depois de receber os primeiros cuidados médicos. A família registrou um boletim de ocorrência no 1º DP.

Assim que tomou conhecimento do ocorrido, a secretária Municipal de Saúde, a médica Mirian Sccaggion determinou a abertura de uma sindicância a fim de apurar todos os fatos. O trabalho está sendo acompanhado de perto pela própria secretária, que quer rigor na apuração. A apuração será encaminhada para a Procuradoria do Município.

A Polícia Civil de Pirassununga deverá abrir um Inquérito Policial para apurar eventuais responsabilidades.

Histórico

A família do homem de 58 anos, que morreu na terça-feira (17) após sofrer um infarto em frente a um posto de saúde de Pirassununga, disse que o comentário de uma funcionária sobre o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) deixou a vítima nervosa. Uma sindicância foi aberta para apurar as responsabilidades pela morte.

O calheiro Vanildo Soares Teixeira era hipertenso e tinha problemas de coração. Por isso, ele dependia de remédios de uso contínuo. Durante 10 anos, ele se tratou na unidade de saúde da família do Triângulo. Os parentes contam que ele sempre reclamava do atendimento, na maioria das vezes por causa do cartão do SUS.

Na terça, momentos antes de morrer, ele tinha discutido com uma das funcionárias que fez um comentário sobre o cartão, que foi levado. “Ela foi perguntar para ele: ‘o senhor trouxe hoje o cartão? Tem dia que o senhor não traz’. Ele ficou nervoso e começou o bate boca. Ele nem deixou ela olhar mais a pressão. Tomou o cartão da mão dela e saiu. Ele passou mal e caiu na rua”, disse a viúva da vítima, Sueli Dutra Dias.

A secretária de Saúde de Pirassununga, Miriam Scaggion, abriu sindicância para apurar as responsabilidades pela morte. “Nós ouvimos a equipe envolvida e solicitamos a abertura de sindicância”, disse.

A família espera que o atendimento do posto de saúde melhore para que outros não passem pelo mesmo sofrimento. “Por causa de um atendimento, de um cartão, a gente acaba perdendo o pai. Será que precisa realmente desse cartão? Sem ele não pode ser atendido”, questionou o filho da vítima, Wellington Dias Teixeira.

A secretária explicou que o cartão é necessário para a retirada de medicamentos e marcação de consultas. “Para um atendimento de urgência não. A aferição da pressão muitas vezes é um atendimento de urgência”.

Fonte: eptv.com

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